Inteligencia emocional para lidar com pessoas dificeis

Encontrei esse texto em um blog sobre gestão publica e achei incrivelmente claro quanto essas duas classes de pessoas. Nos tempos atuais e cada vez mais, temos esbarrado com esse tipo de gente pela vida, pessoas que se acham bem mais do que realmente são, pessoas que ao estar em uma determinada posição acreditam que são: SER e ESTAR são posições bem diferentes.
 É preciso ter postura seria e comprometida, seja no trabalho, seja na vida diária. Uma carreira, um nome, enfim, uma vida se constrói ao longo de muito esforço, é preciso assumir o risco de ser ter personalidade. Não se engane, atingir a um objetivo exige muita determinação, e no caminho você vai encontrar muitas pessoas com personalidades desagradáveis, é preciso inteligência emocional para saber lidar com elas.

Hipócritas e imbecis - Um texto de Alipio Reis Firmo Filho

O hipócrita é um dissimulador de situações. Prefere ficar com a casca. Atira no lixo o conteúdo. Vive e sobrevive do engodo, do embuste, da enganação. Os hipócritas desejam aparentar o que não são. Tentam transformar em realidade o que não passa de sonho, ilusão e utopia. No fundo, são frustrados, limitados e ignorantes. Normalmente, têm uma boa oratória e eloquência. Mas as usam apenas para chamar a atenção dos que estão ao seu redor. Do contrário, passariam despercebidos. São pródigos em fazerem exigências mas infames em cumpri-las. Enfim, carregam sobre os ombros dois pesos e duas medidas: uma para si (a mais leve, óbvio!) E outra para enfiar goela abaixo dos seus semelhantes (a mais pesada!).
Já o imbecil é alguém que possui uma idade mental muito, mas muito abaixo de sua idade cronológica. Não enxergam um palmo adiante do nariz. Não desconfiam sequer de sua sombra. Os imbecis são presas fáceis para seus algozes. Em geral, contentam-se com sorrisos, elogios e tapinhas nas contas. Não percebem que seu maior aliado está logo ali na esquina a sua espreita. Apenas aguardando o momento certo para dar o bote. Os imbecis acham que têm o controle de tudo e de todos. No fundo, eles próprios receberão a paga de suas ações.
Hipócritas e imbecis são personalidades, aparentemente, incompatíveis entre si. À luz da razão, seria impossível ambas dividirem o mesmo espaço. Mas não se engane! Por mais incrível que possa parecer, há pessoas que reúnem essas duas qualidades em si mesmas! São, ao mesmo tempo, hipócritas e imbecis. Tais pessoas têm certeza de sua destreza e habilidade. Ignoram, todavia, que precisamente nessa certeza reside sua imbecilidade.         

Quando na sua tragetoria de vida encontrar pessoas assim, respire fundo, conte até 10 e não permita que nada abale a sua paz de espírito, que nada tire o foco dos seus objetivos.

"A paisagem é um estado de alma, não vemos o que vemos...vemos o que somos"

José Saramago

Como fazer amigos e influenciar pessoas

Esse livro é muito interessante, não só para administradores que precisam lidar com diversos tipos de pessoas, que precisam desenvolver a arte da liderança, mas sua teoria pode ser aplicada a qualquer pessoas que queira melhorar o relacionamento interpessoal.
Eu estou amando, baixei em E-Book e ouço pelo menos 10 minutos todas as noites antes de pegar no sono, momento que eu acho mais oportuno para fixar no cerebro ideias e pensamentos.

Resumo

O livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” foi lançado em 1937 pelo escritor americano Dale Carnegie, palestrante especialista em relacionamentos pessoais. A primeira vista, o livro não chama muita atenção, pois consta como “Auto-Ajuda” e sua capa não é muito atraente. No entanto, muitos citam o livro como leitura obrigatória para a vida pessoal e profissional.
O livro realmente tem um ar “ultrapassado”, não somente pela parte gráfica, mas também por várias partes que usam um linguajar da época e referências a empresas e pessoas que eram importantes no momento. Para o leitor, é importante não criar uma resistência nesta situação, já que o conteúdo é completamente aplicável no dia a dia.
A maior parte das sugestões de Carnegie são óbvias. No entanto, é exatamente no óbvio que costumamos pecar. Passando por tudo o que o autor recomenda, certamente você verá que não pratica vários princípios de relacionamento pessoal.
Importante também é não somente entender os conceitos, mas usá-los em seu dia a dia. Cada ponto tem aplicação direta em todos seus relacionamentos pessoais e profissionais, e a prática levará à facilidade no trato com as pessoas e abertura de oportunidades.
Segue a lista de sugestões de Carnegie, lembrando que isto de forma alguma substitui a leitura do livro. A verdadeira compreensão dos conceitos somente será obtida com as explicações detalhadas e diversos exemplos publicados.

Técnicas para Lidar com as Pessoas
  • Não critique, não condene, não se queixe
  • Aprecie honesta e sinceramente
  • Desperte um forte desejo na outra pessoa
Seis Maneiras de Fazer As Pessoas Gostarem de Você
  • Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa
  • Sorria
  • Lembre-se que o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e importante que existe em qualquer idioma
  • Seja um bom ouvinte.  Incentive as pessoas a falarem sobre elas mesmas
  • Fale de coisas que interessem à outra pessoa
  • Faça a outra pessoa sentir-se importante e faça-o com sinceridade
Como Conquistar as Pessoas a Pensarem de seu Modo
  • A única maneira de ganhar uma discussão é evitando-a
  • Respeite a opinião dos outros, nunca diga: “Você está enganado”
  • Se estiver errado, reconheça o seu erro rápida e enfaticamente
  • Comece de maneira amigável
  • Consiga que a outra pessoa diga “sim, sim” imediatamente
  • Deixe a outra pessoa falar durante boa parte da conversa
  • Deixe que a outra pessoa sinta que idéia é dela
  • Procure honestamente ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa
  • Seja receptivo às idéias e desejos da outra pessoa
  • Apele para os mais nobres motivos
  • Dramatize as suas idéias
  • Lance, com tato, um desafio
Princípios de Liderança
  • Comece com um elogio ou uma apreciação sincera
  • Chame a atenção para os erros das pessoas de maneira indireta
  • Fale sobre os seus erros antes de criticar os das outras pessoas
  • Faça perguntas ao invés de dar ordens diretas
  • Permita que a pessoa salve o seu próprio prestígio
  • Elogie o menor progresso e elogie todo o progresso. Seja sincero na sua apreciação e pródigo no seu elogio
  • Proporcione à outra pessoa uma boa reputação para ela zelar
 

 

15 regras para ganhar o respeito e se tornar um líder influente

Para liderar, é preciso conquistar o respeito daqueles que o cercam. Uma vez respeitado, suas opiniões serão levadas em consideração mais facilmente e suas ideias atingirão o sucesso de forma mais rápida, porque os outros estarão dispostos a ajudá-lo.


15 regras para ganhar o respeito e se tornar um líder influente:

1. Encontre o seu estilo e inspire. O auto-conhecimento é uma das coisas mais importantes que você pode fazer como líder. Saber o estilo que você usa para liderar, o ajudará a usá-lo de forma melhor.

2. Demonstre integridade. A falta de integridade pode arruinar o respeito que você conseguiu conquistar junto aos seus funcionários e colaboradores. Mas lembre-se que integridade não é apenas evitar escolhas antiéticas, mas intencionalmente moldar uma cultura de valores e serviços ao seu redor.

3. Termine seu trabalho de casa. Quanto mais você souber sobre algo, mais preparado você está para conquistar essa coisa. Líderes se informam e se mantém informados.

4. Invista em si mesmo. Líderes investem em aprendizado e em experiência. Quanto mais você souber, mais e melhor você poderá ajudar.

5. Gerencie sua marca. A percepção de sua marca pelo público é importante, por isso, um bom líder constantemente procura por um feedback para garantir que sua empresa não está sendo percebida negativamente.

6. Concentre-se no futuro. O trabalho do líder é focar no futuro em benefício dos constituintes. Estabeleça uma visão e mantenha-se no caminho para conquistar sua meta. Resista à tentação de passar muito tempo resolvendo problemas do dia-a-dia se eles estão lhe custando o progresso da sua ideia.

7. Entenda melhor as pessoas. Conheça sua equipe e crie uma cultura na qual as pessoas se sintam apoiadas pessoalmente, e não apenas profissionalmente.

8. Posicione as pessoas profissionalmente. Ao conhecer seus funcionários, você será capaz de colocá-los nas funções mais adequadas às suas habilidades, o que lhes permitirão maior crescimento profissional e sucesso.

9. Elogie. Se alguém faz um bom trabalho, garanta que ela saiba disso. Não importa a forma, seja por e-mail ou uma remuneração extra, se você pode assegurá-los que fez um ótimo trabalho, o faça.

10. Treine e defenda. Se você quer que as pessoas que você lidera o respeitem, deixe-os sabendo que você está ao lado deles. Defenda-os, ajude-os e isso influenciará em seu favor.

11. Construa parcerias. É impossível fazer tudo com maestria, por isso, se cerque de pessoas que possuam as qualidades que lhe faltam.

12. Pergunte antes de falar. Líderes ouvem. Não assuma que você já sabe a resposta para uma pergunta que você nem mesmo fez. Seja cético.

13. Antecipe e otimize. Sempre pense a frente. Se pergunte sobre o mercado, possibilidades de erros e se há algo a mais que você pode fazer. Tudo isso ajudará a criar melhores planos para o futuro.

14. Assuma riscos. Sem riscos, sem recompensas. Simples assim.

15. Espere grandeza. Nunca se acomode, pois líderes são persistentes até encontrarem a perfeição. Os seus melhores dias podem estar logo a frente e para isso é preciso trabalhar duro.

administradores.com.br
 

VIVENDO UM ANO SABATICO



O termo é de origem judaica e significa “dia do descanso”. Além do sétimo dia da semana, reservado para o descanso, a cada ciclo de sete anos os judeus ficavam um ano inteiro sem trabalhar. Esse ano sabático servia para que a terra pudesse descansar depois de seis anos de colheita ininterrupta. Todo mundo estava liberado das responsabilidades durante este ano e poderia se dedicar a coisas pessoais.
O costume de aplicar essa tradição religiosa para melhorar a produtividade das pessoas surgiu nas universidades americanas no século 19, onde a licença sabática era concedida com o propósito de garantir ao professor o afastamento de suas atividades pelo tempo necessário para uma reciclagem profissional.
A sociedade incorporou esse termo e hoje é até comum que profissionais tirem um ano (ou mais, ou menos) para executar projetos pessoais, se distanciar da rotina e repensar vidas e carreiras. Nem todo mundo quer isso. Nem todo mundo sabe que precisa disso.
 
Claro que o meu ano sabático não foi uma decisão, ele foi mais uma dessas encruzilhadas que o destino coloca em nosso caminho, talvez, por escolha própria eu nunca tivesse conseguido desligar, mas foi necessário, é uma dessas coisas que a gente só entende o significado algum tempo depois.
Desde de os 28 anos eu estava vivendo no piloto automático: nesta época eu tinha comprado uma escolinha de informática e fiquei trabalhando das 8 ás 21 hs ininterruptamente por quase 3 anos, durante este mesmo período engravidei da minha ultima filha, trabalhei os 9 meses sem descanso, 15 dias após o parto eu já estava de volta, não amamentei, não vivi os primeiros anos, não fui presente quando ela foi para a pré escola. Minha filha era bem pequena ainda quando entrei para a faculdade, e ao mesmo tempo comecei um novo trabalho como funcionária pública, vocês podem imaginar como é faculdade depois dos 30, e a minha vida continuou sendo apenas trabalho e estudo das 8 as 23hs, muitas vezes sem pausa para o almoço. Sem perceber tudo foi ficando em segundo plano: os filhos, o casamento e eu mesma. Foram 10 anos nesse ritmo e hoje, após um bom tempo de descanso, posso ver quanto tempo eu perdi por não saber administrar meu próprio tempo.
O ano sabatico é necessário para a sanidade mental de todo profissional; parar um pouco, desligar, fazer coisas que normalmente nunca se tem tempo fazem com que a criatividade volte, é como recarregar as baterias para voltar renovado ao ritmo de trabalho. e as novas batalhas que todos temos que enfrentar depois de uma pausa.
No inicio não é fácil, é como se a correria já fizesse parte do seu ser, mas aos poucos a gente acostuma com outro ritmo. Eu não fui viajar como muitos profissionais com grana fazem no seu ano de descanso, eu aproveitei para dedicar tempo as coisas que me fazem bem: ficar com a minha filha, curtir o meu lar, ler muito, muitos livros e sobre tudo, fotografar, fazer um orquidatário...e isso é maravilhoso, quem poderá dizer que também não é uma viagem....é sim, é uma viagem interior. E pode confiar que a volta será cheia de certezas, a pausa é necessária para avaliar tudo o que se quer de verdade.

“Eu não quero cargos, nem posições, nem reconhecimento, nem gratidão; não desejo justiça, não pretendo ser visto pelos homens como alguém especial, meu único desejo é o domínio de mim mesma, sem nenhuma esperança ou expectativa de alcançá-la. Não dependo de nada e nem de ninguém para realizar este domínio pessoal, antes toda a adversidade é minha bênção e meu presente. Neste sentido este mundo é perfeito tal como é.”(F. A.)




Filosofando e entendendo "O Mundo de Sofia"

Faz um bom tempo que eu estou lendo esse livro, leio com calma, com paciência, porque a filosofia é isso. Eu sou meio preguiçosa quando o livro é grande, então já dei uma olhadinha no filme, mas não gostei e voltei para o livro mesmo...neste meio tempo até adotei uma gatinha que pra variar se chama Sofia, geniosa e curiosa tal qual a do livro. Acho que vou demorar muito ainda a terminá-lo, mas é assim mesmo que eu gosto: bons livros tenho até um aperto no peito em finalizar, então vou assim, lendo um pouquinho de cada vez, fazendo parte da historia e incorporando o que é bom. 

...A unica coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filosofos é a capacidade de nos admirarmos com as coisas...

  O livro intitulado O Mundo de Sofia é um romance envolvente que, de forma natural e didática, introduz a História da Filosofia dando rápidas pinceladas sobre o seu desenrolar no Ocidente. Levanta as principais questões estudadas pelos pensadores de todos os tempos, vivo exemplo da inquietude humana e da instintiva busca por referenciais de conduta: Deus, o Universo, o Homem, a Sociedade e a História.
Sofia Amudsen, personagem central de O Mundo de Sofia, é uma jovem estudante que vê a sua vida mudar completamente por conta de cartas anônimas com as mais diversas questões existenciais: Quem é você? De onde você vem? Como começou o mundo? Ao escrever de forma nada erudita, com narrativas em estilo romancista, o escritor Jostein Gaarder nos conduz ao fantástico mundo da história da filosofia e o que se apresentava antes como intangível e misterioso se revela diante de nossos olhos como fascinante e indispensável: a filosofia.
O autor mostra que, no início, era necessário a utilização do pensamento mitológico para que as pessoas pudessem compreender os processos naturais a sua volta e, ainda hoje, podemos observar características desse pensamento, como, por exemplo, algumas superstições.
Logo após a vitória de Atenas, apareceram os chamados filósofos da natureza que começaram refletir o mundo. São também conhecidos como pré-socráticos, e seu principal pensador foi Demócrito, com a sua teoria do átomo.
Após o desenvolvimento de tais teorias sobre a natureza do mundo, começaram a aparecer filósofos que se concentraram em descobrir a natureza do homem, sua relação com o mundo e a melhor forma de bem viver com este e consigo próprio, dando origem ao pensamento ético e moral baseado na razão, primórdio para uma feliz e reta vida.
O primeiro grande filósofo grego, mundialmente reconhecido foi Sócrates. Sócrates preocupou-se em descobrir e depois ensinar as pessoas que o verdadeiro conhecimento vem de dentro e só este pode lhe fornecer o discernimento necessário para a vida, sendo este só possível através do emprego da maior faculdade do Homem: sua razão. Platão foi o responsável pelo registro do pensamento socrático, realizado através de seus diálogos, preservando a retórica na escrita. Suas principais preocupações giravam em torno daquilo que seria eterno e imutável, a origem de todas as coisas que vemos e como podemos defini-las quando as observamos. Da academia de Platão surgiu o terceiro e último grande filósofo da Antigüidade: Aristóteles. Grande cientista, pesquisador de várias áreas do saber, não só o da filosofia, foi um dos fundadores da pesquisa empírica e da noção de classificação natural de espécie, sendo seus moldes a base do desenvolvimento e separação das ciências como as conhecemos ainda hoje.
Já na época de Aristóteles o império grego começara a se desfazer ante o avanço do império macedônio de Alexandre Magno. Filosoficamente, várias ramificações do pensamento socrático e platônico ocuparam seu devido espaço na procura de uma concepção humana de vida.
Havia, já no período do Império Romano, que sucedeu o macedônio, dois círculos culturais distintos, o indo-europeu e o semita. Nesta situação de encontro entre tais correntes aparece aquele que foi profetizado pelo povo israelita, o filho de Deus, Jesus de Nazaré. Por sua filosofia também foi morto, como Sócrates. Após sua morte e notícias de sua ressurreição, o apóstolo Paulo disseminou sua filosofia e as revelações bíblicas, formando, em pouco tempo, comunidades cristãs por toda a Europa.
Nesse período histórico conturbado e evolutivamente estagnado a Igreja Católica firmou seu poderio moral-ético-religioso. Desta doutrina, portanto, surgiram os principais filósofos da Idade Média. Esta filosofia católica foi uma forma de unir a base indo-européia grega, de Platão e Aristóteles, a teologia do Velho e Novo Testamento. O primeiro a conseguir eficiência em sua tarefa foi Santo Agostinho. Este monge procurou conciliar a teologia cristã ao neoplatonismo. Outro importante filósofo foi Tomás de Aquino, responsável pela conciliação das teorias de Aristóteles com os ensinamentos e cultura bíblicas.
O Renascimento foi a realização de uma retomada do humanismo grego, sendo, entretanto, uma de suas principais características o individualismo. Isso ocorreu devido a mudança da concepção da natureza da vida humana e a própria visão deste do mundo e de si mesmo: começou-se a medir o mundo através dos conhecimentos e da experiência real do ser.
A partir desta nova visão de mundo, pouco tempo depois surgiram teorias e formas de se viver opostas irreconciliáveis. O século XVII é conhecido como período Barroco, pois as formas não são mais suaves, e sim, opulentas e agressivas, cheias de contrastes, o que exteriorizava as tensões do consciente mundial da época.
Em virtude destes acontecimentos nasce René Descartes, responsável pela reunião do pensamento contemporâneo num único e coerente sistema filosófico. Dentre as várias teorias desenvolvidas deve-se destacar além de Descartes, Spinoza, segundo o qual "...Deus não é um manipulador de fantoches...".
O otimismo cultural era reinante nesta época, pois todos acreditavam que seria uma questão de tempo para que a irracionalidade não mais desempenha-se uma força tão vital em relação ao Homem, ao mesmo tempo que buscavam uma religião natural − esta religião estaria em contato com a estrutura natural do ser.
A última grande época de desenvolvimento humano, que veio logo após o Iluminismo, foi o Romantismo, já que depois apareceram novas teorias e concepções de mundo em campos distintos do conhecimento: Marx na economia, Darwin na biologia, Freud na psicologia.
Dentre os filósofos românticos o de maior destaque foi Hegel. Contribui para a concepção de que existem verdades maiores que a razão humana e a filosofia, portanto, não poderia ser desvinculada da época a qual se desenvolveu, tendo então, todo pensamento, um contexto histórico. Desenvolveu a teoria de tese, antítese e síntese, provando sua teoria do dinamismo da razão humana.
No mesmo tempo em que de desenvolvia o pensamento de Marx, crescia na Europa uma corrente científica conhecida com Naturalismo, tendo como seu principal representante a figura de Charles Darwin. Darwin propôs a teoria da Evolução das Espécies.
Por fim, destacamos como última grande teoria mundial a do Big Bang. Através desta, os astrônomos explicam que a atual expansão do universo deveu-se a uma grande explosão ocorrida em seu centro.
Mas, correlacionando-se tais dados com a eterna pergunta "de onde nós viemos?", pode-se fazer um paralelo com as teorias mais antigas, do dia e noite de Brahma no hinduísmo, ou o faça-se a Luz da Bíblia, ou a explosão do centro do Universo, no Big Bang? As idéias humanas giram ciclicamente em torno das mesmas perguntas, mas as respostas, com o passar das eras, são cada vez mais sutis, análogas e abrangentes.
A partir desse breve entendimento sobre a obra "O Mundo de Sofia", espero ter contribuído para que meus leitores interessem-se em ler a obra em toda a sua íntegra. Vale a pena!

Gestão por Competência - O Futuro para o profissional de administração

ADM - o futuro em nossas mãos

INTRODUÇÃO
Para os profissionais recém formados em Administração, entender como se faz gestão por competência é requisito básico para se firmarem no mercado de trabalho, para inovarem em suas empresas. GPC é o futuro da administração de qualidade.
Vivemos em um cenário altamente competitivo com um grau extremamente elevado de exigências por parte da sociedade e do mercado. As organizações privadas e públicas veem-se em um dilema tendo sempre desafios imprevisíveis e tendo que lidar com eles confiando no talento dos profissionais que possuem.
Neste contexto o modelo de gestão por competências vem sendo um mecanismo importante para criação de um ambiente propício ao desenvolvimento das pessoas agregando-lhes conhecimentos, desenvolvendo suas habilidades e estimulando suas atitudes a fim de que sejam diferenciais competitivos e estratégicos das organizações.


COMPETÊNCIAS: CONCEITOS RELACIONADOS
Ao desempenharmos qualquer atividade precisamos da combinação de três fatores primordiais capazes de conduzir-nos a um resultado de excelência. Estamos falando do famoso CHA, ou seja, conhecimentos, habilidades e atitudes, que juntos formam os pilares do que se entende por competências. "Conhecimentos, habilidades e atitudes que são os diferencias de cada pessoa e tem impacto em seu desempenho e consequentemente nos resultados atingidos" (RABAGLIO, 2006, p.23).
O bom desempenho, conforme Rabaglio (2006), está intimamente relacionado ao fato de se possuir os conhecimentos adequados e necessários às situações, ter bem desenvolvidas as habilidades ideais para cada desafio e, por fim, um proceder marcado por atitudes que concretizem este conjunto de fatores. Assim, o conhecimento técnico deve ser praticado com a atitude correta. As atitudes devem demonstrar iniciativa ao se aplicar técnicas novas, devem ser flexíveis adaptando-se a cada cenário, devem demonstrar criatividade buscando soluções inovadoras e, acima de tudo, empreendedoras por tentar sempre formas mais eficientes de melhorar os resultados (RABAGLIO, 2006).
Consoante a isso, Deluiz (1996) ressalta que o conceito de competência tem sido relacionado à capacidade de articulação e mobilização dos conhecimentos, habilidade e atitudes com a finalidade de resolver desafios e problemas que surgem de forma imprevista no dia-a-dia das organizações. Desta forma, tendo em vista a imprevisibilidade do cenário das organizações, apostar em uma gestão que estimule o desenvolvimento de competências de seus colaboradores significa formar talentos que serão diferenciais e fundamentais para o sucesso das empresas.
Rosangela Souza - Bacharel em ADM
fonte: www.administradores.com

Os intelectuais que têm algum sentido ético precisam falar sobre a Terra ameaçada.


Entrevista especial com Leonardo Boff: dada durante o Congresso teológico em São Leopoldo
Os intelectuais que têm algum sentido ético precisam falar sobre a Terra ameaçada.


...IHU On-Line – Qual a diferença da Teologia da Libertação das décadas de 1970 e 1980 e hoje, com a globalização neoliberal? Ela é capaz de responder aos desafios contemporâneos?

Leonardo Boff – A Teologia da Libertação parte do grito dos oprimidos, que hoje são os pobres. Até 2008 havia 860 milhões de pobres no mundo e a crise econômica e financeira elevou esse número a um bilhão e 200 milhões. Os gritos viraram um clamor. Enquanto houver alguém gritando no mundo, sejam mulheres, afrodescendentes, indígenas, pessoas discriminadas, sempre têm sentido, a partir da fé, falar e atuar de forma libertadora. Então, é uma teologia permanente, porque, pela condição humana, todos, até os mais ricos e equilibrados, carregam suas cruzes: é o medo da morte, a exposição a acidentes, a perda do filho ou da esposa; não temos uma vida assegurada. A condição humana é assim e deve ser construída a cada dia, com sua angústia e opressão. Nesse sentido, a fé cristã oferece um caminho para a pessoa se liberar, colocando a vida – mesmo uma vida que fracassou – na palma da mão de Deus, obtendo assim uma libertação espiritual. A mensagem de Jesus é libertadora por isso. E uma teologia que não produz esse efeito humanizador não pode ser chamada herdeira ou que está no legado de Jesus.
IHU On-Line – Como compreender que o cristianismo, que nasceu no primeiro mundo, hoje não faça parte deste universo europeu, ou ao menos não tenha tanta relevância entre ele, e se demonstre mais vivo no terceiro mundo?

Leonardo Boff – Primeiro, há um problema de estatística. Mais da metade dos cristãos e católicos vive no terceiro mundo. De fato, é uma religião do terceiro mundo, embora as origens sejam no primeiro. E se falarmos em termos de criatividade, de presença, veremos que a criatividade não está no primeiro mundo, onde temos culturas agônicas, que lentamente estão “descendo a rampa” da vida; são civilizações que não cultivam a esperança porque não veem qual é a esperança para elas. No fundo, conquistaram tudo o que queriam, dominaram o mundo, impuseram suas ideias, suas filosofias, seus valores, sua música, e agora dizem que são infelizes. Isso significa que o ser humano não só tem fome de pão, de bens materiais, mas também tem fome de beleza, de comunicação, de amor, de solidariedade. E esses valores estão presentes principalmente entre os pobres. Se há uma coisa que os pobres guardam é a cultura da solidariedade, a alegria de viver com o pouco que têm. Isso aparece até nas novelas da Globo, como essa chamada Avenida Brasil: onde estão a vida, a solidariedade e a alegria? Não estão na alta burguesia; estão na favela do Divino. Nesses lugares da Ásia, da África, da América Latina, o cristianismo se mostra criativo. Ele se encarna nas culturas locais, e então passa a ter um rosto diferente, músicas e símbolos diferentes. Agora estão aparecendo novos santos e mártires que são nossos. E tem a questão das mulheres daqui também. E não é só o fato de serem mulheres fazendo teologia, porque a mulher americana rica também a faz. Aqui temos a mulher pobre que não quer ingressar no mundo dos ricos, mas quer ser solidária. Então, faz uma teologia feminina diferente. Elas até brigam com as americanas, por exemplo, fazendo a crítica a elas, dizendo que não adianta fazer teologia só para integrar as mulheres, pois estarão apenas contribuindo para engrossar o mundo dos opressores. As latino-americanas pedem solidariedade a elas como mulheres e como oprimidas. Se não for isso, não será uma verdadeira Teologia da Libertação.

IHU On-Line – A partir da vivência, na prática da Teologia da Libertação, como o senhor define que deveria ser uma teologia séria?
Leonardo Boff – A Teologia é séria quando ela toma a sério o testemunho dos invisíveis, dos desprezados, daqueles que ninguém conta. Cada pessoa é única no mundo, tem algo a dizer, a mostrar. Ignorante é aquele que pensa que o povo é ignorante. O povo sabe muito da vida, da sua luta. É um saber, como diz Camões, “de experiências feito”. Somos sérios quando damos valor ao que o povo diz, que não são palavras, mas dramas e gritos. Em segundo lugar, é preciso saber formular isso de uma maneira rigorosa e universal, de forma que todos possam entender.

IHU On-Line – Quais os limites da Teologia no mundo hoje? Que desafios ela tem a enfrentar no século XXI, considerando a contribuição que pode oferecer à sociedade contemporânea, principalmente à crise ecológica e ambiental?

Leonardo Boff – A primeira tarefa da Teologia e das igrejas é elas assumirem que são cúmplices do mundo a que chegamos hoje. Isso significa que houve algum erro na nossa transmissão da fé, na nossa vivência bíblica, pelo qual não conseguimos evitar a crise ecológica e a crise econômica mundial. Não temos a chave da salvação, somos parte do problema. E com muita humildade, precisamos renunciar a toda a arrogância de que “temos a palavra da revelação e então sabemos”. Nós não sabemos. Temos que nos unir a todos os grupos, começando pelos pobres – que têm sua sabedoria –, e depois com o discurso das ciências, das outras igrejas, com todos os discursos que criam sentido. Além disso, é muito importante sentir-se um discurso junto com os demais, não tendo exclusividade, afirmando que “nós temos a revelação; nós temos a chave”, porque, na verdade, não a temos. Quando a Igreja teve essa arrogância e assumiu o poder, foi um fiasco. Governou mal, até 1890 ainda havia pena de morte nos estados do Vaticano, além de cometer grandes erros históricos contra a modernidade e os direitos humanos. Então, ela não pode apresentar títulos de credibilidade. Primeiro, precisa reconhecer que pode aprender no diálogo e que pode dar uma contribuição a partir do que vem do exemplo de Jesus. Nosso desafio não é o de criar cristãos, mas de criar pessoas honestas, humanas, solidárias, compassivas, respeitosas da natureza dos outros. Se conseguirmos isso é o sonho de Jesus realizado.
IHU On-Line – Quais as principais ameaças que pesam sobre nosso futuro?

Leonardo Boff – São dois blocos de ameaças. Um vem pela máquina de morte, que é nossa cultura militarista, que criou um tal número de armas nucleares, químicas e biológicas que pode destruir muitas vezes toda a vida do planeta. São armas muito deletérias, que estão em segurança, mas nunca segurança em absoluto. Vimos isso em Chernobyl e Fukushima. Além disso, temos as nanotecnologias. A guerra cibernética pode ser de alta destruição. Trata-se de uma guerra não declarada, de extrema violência e que pune os inocentes. O segundo bloco de ameaças é aquilo que nosso processo industrialista fez nos últimos 300, 400 anos, com a sistemática agressão à Terra, aos seus bens, seus recursos. Chegamos a um ponto em que desestabilizamos totalmente o sistema Terra, e a manifestação disso é o aquecimento global. Para repor o que tiramos da Terra em um ano, ela precisa de um ano e meio. Então, a Terra já está exterminada. Estamos alcançando uma temperatura perto de 2º C e a comunidade científica norte-americana alertou para o fato de que, com a entrada do metano, do degelo das camadas polares e outros fatores, a Terra vai se aquecendo devagar e, de repente, a febre de 37º C pula para 45º C. Com esse aquecimento abrupto, a vida que conhecemos hoje não vai subsistir, nem animal, nem vegetal, nem humana. Como temos tecnologia, podemos criar pequenos oásis refrigerados para grupos de seres humanos que, seguramente, vão invejar quem morreu antes, tão miserável será a vida. Isso pesa sobre a humanidade nos próximos decênios e ninguém acredita nisso, porque vai contra o sistema da acumulação, contra o capitalismo, contra as grandes empresas. Os intelectuais que têm algum sentido ético precisam falar sobre isso.

IHU On-Line – Em que situações de nossa sociedade mais se pode ver o Cristo Crucificado?

Leonardo Boff – Há um velho dito da tradição cristã que diz: onde está o pobre, aí está Cristo. Hoje temos que olhar em cada cidade do terceiro mundo, os grandes cinturões de miséria, as favelas. O cristão que toma a sério a percepção de que Cristo está onde o pobre está tem que visitá-lo. Não basta identificar que lá tem uma favela. É preciso ir até lá, conversar com as pessoas, ver como é possível ajudá-las a se organizar melhor. Há outro dito que diz: onde estão os pobres está Cristo, e onde está Cristo está a Igreja. Só que não é verdade que onde está o pobre está a Igreja. Ela está mais perto do palácio de Herodes do que da gruta de Belém. A Igreja precisa ver qual é o seu lugar na sociedade.

IHU On-Line – Em que sentido o capitalismo pode ser apontado como anticristão?

Leonardo Boff – Em primeiro lugar, o capitalismo é antivida. Ele assassina as vidas humanas para acumular. Para que alguns tenham qualidade de vida, muitos devem ter péssima qualidade de vida. E isso é injusto. E tudo o que vai contra a vida acaba sendo contra aquele que disse: “Eu vim trazer vida e vida em abundância”. Por isso é anticristão. E isso custou muito aos cristãos reconhecerem, porque as igrejas se instalaram muito bem dentro do sistema capitalista. A Igreja teve dificuldade de condenar, pois o capitalismo não nega a Igreja, nem a religião. Pelo contrário, defende a Igreja e a moral. Só que, na prática, nega tudo isso. E essa é a grande ilusão da Igreja, pois o capitalismo passa por cima de todo mundo, sem solidariedade. Nele, só o forte ganha.
IHU On-Line – Baseado em que o senhor afirma que os Estados Unidos é o grande terrorista mundial?

Leonardo Boff – Na prática ele é o grande terrorista porque, na América Latina, apoiou todas as ditaduras e participou ativamente de atentados, sequestros de pessoas, fornecendo informações. E continua com essa estratégia, que é a estratégia do império. Onde há uma oposição, ele vai e destrói. Só me admiro que não conseguiu eliminar ainda Hugo Chávez, na Venezuela, nem Fidel Castro, mesmo tentando por 17 vezes, sem resultado. Os Estados Unidos sempre usa a violência militar para se impor. E faz isso em todas as partes, como fez na Líbia, por exemplo, com os aviões não pilotados. Acredito que assim que passar as eleições fará uma intervenção na Síria com aviões não pilotados também.

IHU On-Line – Independentemente se Obama fica ou não?

Leonardo Boff – Independentemente. Até o próprio Obama. Porque eles não vão segurar Israel e também não vão liquidar com o Irã. Então, a arma não é a diplomacia e a busca de caminhos de paz, mas a arma da submissão. E eles são fortes, hoje, não na economia – pois a China é mais –, nem na tecnologia – o Japão e outros países são mais –; eles só têm o domínio militar do mundo, com a possibilidade de matar a todos. Em nome disso, submetem todo o mundo. Não há ninguém que se oponha ao império, a não ser Venezuela, Cuba e Coreia do Norte. Todos os demais, inclusive o Brasil, fazem inclinação aos Estados Unidos. É um império cujo imperador é afro-americano, mas com a mesma perversidade de Bush e outros, porque o projeto não mudou.

IHU On-Line – O senhor disse que reconhecer a Igreja de Roma como a única verdadeira é um erro teológico. Por quê?
Leonardo Boff – É um erro teológico porque supõe o conceito reducionista de Deus, como se Ele dissesse: “Esses são meus filhos e aqueles não são; essas são minhas criaturas queridas e aquelas são filhos abandonados”. Isso não existe para Deus. Todos nasceram do seu coração. Deus acredita em todos os seres humanos. Todos são filhos e filhas, não só os batizados, que por acaso nasceram no Ocidente. Então, uma Igreja que não faz isso se opõe a Deus.
Leonardo Boff, filósofo, teólogo e escritor é professor emérito de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. É autor de mais de 60 livros nas áreas de teologia, espiritualidade, filosofia, antropologia e mística, entre os quais citamos Ecologia: grito da terra, grito dos pobres (São Paulo: Ática, 1990); São Francisco de Assis. Ternura e vigor (8. ed. Petrópolis: Vozes, 2000); Ética da vida (Rio de Janeiro: Sextante, 2006); e Virtudes para outro mundo possível II: convivência, respeito e tolerância (Petrópolis: Vozes, 2006). Leonardo Boff é autor do artigo A busca de um ethos planetário publicado nos Cadernos IHU ideias, no. 169.
(Por Graziela Wolfart. Foto de Wagner Altes)
Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/514475-deus-acredita-em-todos-os-seres-humanos-entrevista-especial-com-leonardo-boff

Fácil é ser Pedra...Dificil é ser Vidraça

Após 3 mandatos consecutivos em Nova Campina, o PTB deixa de ser vidraça.
Com praticamente a mesma votação do pleito passado que o elegeu, o atual prefeito perdeu as eleições para o PSDB. Após uma aliança bem articulada, o PSDB deixa de ser oposição, passando apartir de 1º de Janeiro a ser "Situação". Após 3 mandatos consecutivos de uma oposição acirrada através de denuncias, representações, apontamentos de profissionais sem diplomas, cargos comissionados: a oposição passa de "observador à observado". Esperamos um bom trabalho, desejamos do fundo do nosso coração que Nova Campina esteja em boas mãos, pois afinal: Nova Campina continua sendo “Nossa Terra” e “Nosso Lugar”.
Ao novo prefeito desejamos uma feliz administração

Vejam Bem Meus Amigos: "Fácil é ser Pedra, Difícil é ser Vidraça"



12 REGRAS SIMPLES PARA SE TORNAR UM POLÍTICO BEM-SUCEDIDO

Como em ano político muitas pessoas desejam se lançar na carreira política e caem de pára-quedas meio político sem saber o que realmente fazer, porque pra mim a política é uma carreira como qualquer outra, que necessita de planejamento, atitudes e muito estudo: assim como um medico, um advogado, um administrador, um engenheiro ou um professor dedica anos da sua vida construindo uma carreira, construindo seu conhecimento técnico-profissional em bases solidas. Assim também os interessados em construir uma carreira política devem aprimorar seus conhecimentos e desenvolver uma estreita ligação com seu eleitorado.

Este texto é uma versão revisada e atualizada em português de um texto originalmente escrito em inglês com o título: “Twelve simple rules on how to become and remain a sucessful politician”, de Rainer Erkens, Diretor Regional do Friedrich Naumann Foundation, que é um instituto está envolvido com consultoria política no mundo todo, inclusive no Brasil.

Como em qualquer aspecto da vida: seja na vida profissional, seja nos negócios,seja nas relações interpessoais ou mesmo na política as verdadeiras receitas para o sucesso são surpreendentemente simples e podem ser aplicadas por qualquer um que esteja disposto a fazê-lo. Tudo depende do grau de comprometimento que cada um esteja disposto a oferecer em favor dos seus ideais.

Com todo o progresso tecnológico dos últimos anos tornou necessário repensar a forma de fazer política, hoje a internet desempenha um papel muito mais amplo em campanhas eleitorais e também a questão do perfil dos eleitores que hoje não é mais a mesma de décadas atrás. Faz se necessário a quem deseja se tornar um político bem sucedido pleno conhecimento das questões que envolvem não só as questões político-administrativas, é necessário conhecer quais são os anseios do seu eleitorado:

Regra 1: Pense estrategicamente. Nenhuma receita é melhor para o sucesso do que planejar suas atividades cuidadosamente e agir de acordo com um plano estratégico e claro.

Planejamento estratégico em política significa que você estabelece para si mesmo objetivos claros e mensuráveis e define sua imagem, como você quer ser visto pelos seus eleitores ao final de uma campanha eleitoral ou do mandato.
A vantagem do planejamento estratégico é que ele o ajuda a concentrar suas idéias, atividades e recursos em um único objetivo.
Na prática, a falta de planejamento estratégico leva a mensagens duvidosas, um perfil pouco convincente, provoca desperdício de recursos escassos, e principalmente a desmotivação de apoiadores e, finalmente, o fracasso.
Para alguém que tem um plano preciso e age de maneira orientada é sempre mais provável alcançar êxito do que para o que age por pura espontaneidade e que depende do acaso e da sorte.

Regra 2: Não planeje simplesmente para a vitória. Saiba e diga aos seus eleitores, o que você fará depois de vencer a eleição.

Um dos fatos mais surpreendentes sobre políticos é que eles realmente nunca parecem entender o que os eleitores esperam deles, Eleitores querem saber, antes das eleições, o que você irá fazer por eles no seu futuro cargo, Não espere que seus eleitores confiem automaticamente em você unicamente porque você é seu amigo, ou uma boa pessoa, Eles precisam estar convencidos de que você merece seu voto de confiança.
Portanto, antes de entrar em uma campanha, pense sobre o que fará após a vitória
Não se esqueça: como a guerra é apenas um meio de se alcançar a paz, vencer uma campanha eleitoral apenas o colocará em posição de comando; esteja preparado para o que vem em seguida. Mostre aos eleitores que você não somente sabe fazer uma boa campanha mas que você também tem a capacidade e a vontade de cumprir suas promessas depois de ser eleito.

Regra 3: Analise suas forças e fraquezas. Tente reduzir as fraquezas que o impedem de alcançar o êxito.


Nesse ponto você precisa ser absolutamente honesto e rígido consigo mesmo. É óbvio que uma estratégia somente pode funcionar se estiver baseada em fatos concretos, e não somente em pensamento positivo.
Quando analisar os seus pontos fracos, não tenha confiança na opinião de parentes, amigos ou correligionários públicos. Eles têm a tendência de falar o que pensam que você quer ouvir. Se possível, ouça a opinião de pessoas que não estejam diretamente envolvidas na sua campanha nem tenham interesse em impressionar ou lisonjear você. Eles podem mencionar ou revelar pontos fracos que necessitam de atenção. Finalmente, não se esqueça de que você pode minimizar cada um de seus pontos fracos, e ate transformá-los em pontos fortes se estiver disposto a isso.

Regra 4: Ouça as pessoas e foque-se nas necessidades principais delas.

Não perca tempo tratando de questões secundárias ou de questões internas da classe política. Foque-se nas necessidades primordiais das pessoas. A melhor maneira de identificar tais necessidades é lendo cuidadosamente pesquisas de opinião que jornais publicam regularmente. Alternativamente, você pode ir aos lugares em que se pode obter a opinião sincera das pessoas, como mercados, ônibus, praças, bares e outros. Antes de falar aos eleitores, é preciso saber do que se queixam e o que eles gostariam: “ouvir as pessoas é o melhor caminho”.
Na prática, Políticos vitoriosos identificam os pontos básicos mais importantes e mostram que são capazes de fornecer os bens e ofertar os serviços que os eleitores querem.

Regra 5: Concentre-se em três pontos, que sejam do interesse de seus eleitores e atenha-se a estes pontos.

Freqüentemente políticos superestimam o interesse que os eleitores têm por política. Enquanto políticos passam seus dias inteiros no mundo da política, para o eleitor comum isto é apenas uma pequena parte da vida. Escolha, assim, três itens do seu plano de governo que sejam do interesse de seu eleitorado, e trabalhe neles de forma clara e simplificada.
Escolha pelo menos um item que o diferencie de seus demais concorrentes, seu produto único de venda. (seu carro chefe, em linguagem de marketing); este será seu diferencial, um algo a mais que o destacará na campanha.
Lembre-se: em um debate político, não ganha o político com os argumentos mais completos, mas o político que sabe apresentar a sua mensagem em voz clara e dentro de uma frase.

Regra 6:Não tente agradar a todos. Transforme seus opositores nos seus maiores aliados, pois ninguém pode dar a você mais credibilidade do que o seu oponente.

Infelizmente política é um jogo de soma zero: você só pode ganhar às custas de seus competidores. E você somente ganhará se conseguir convencer os eleitores de que é melhor do que seus opositores.
Se você deseja ter desempenho bem-sucedido como político, você precisa entender que a sociedade é formada por pessoas e grupos de pessoas com interesses diferentes e muitas vezes conflitantes. É um mito que algo como “o povo” existe. Nunca existe unanimidade. Nunca existe, nem pode existir, uma política que agrada a todos. Todos temos desejos e interesses diferentes.
Não há nada mais valioso para dar-lhe credibilidade do que seus opositores. Quanto mais ferrenhamente ou outros atacarem você, mais os eleitores comuns aceitarão que você está realmente lutando pelos interesses deles, contra os interesses pessoais das pessoas que o atacam.

Regra 7: Fale direta e claramente.

Tenha sempre em mente que para se comunicar com as pessoas sua linguagem precisa ser compreensiva para aqueles por quem deseja ser ouvido. Comunicação não é o que você quer dizer, mas o que os outros entendem. Fale em termos simples, Eleitores gostam de políticos que vão direto ao ponto. Eles gostam de políticos que não se perdem com detalhes confusos, que sabem dizer o que já fizeram e vão fazer, sem detalhes desnecessários nem informações redundantes. Seja objetivo e verdadeiro: não vá prometer coisas mirabolantes, as quais você mesmo sabe ser impossível.

Regra 8: Fale sobre resultados concretos aos seus eleitores. Esqueça procedimentos, métodos e instrumentos.

Muitos políticos se esquecem que eleitores não querem saber de procedimentos, mas sim de resultados. Os procedimentos ficam a cargo da sua equipe administrativa, mostrar os resultados concretos é que cabe ao político, eles falam sobre resultados ou, melhor, sobre os benefícios concretos de suas atividades para os eleitores.

Regra 9: Não perca o senso de realidade. Aceite os eleitores como eles são.

Freqüentemente, pessoas que entram na política ignoram a realidade. Isto não é culpa dos eleitores, mas um resultado da ilusão do candidato não eleito. Existem algumas regras básicas sobre como os eleitores se comportam que devem ser lembradas:
Primeiro, eleitores raras vezes premiam feitos passados. Antes elegem o representante que mostra, na presença, que sabe governar, que tem firmeza ou de quem podem esperar mais no futuro.
Eleições não são tribunais morais ou foros de justiça, mas nas urnas, ganha quem convence estar mais capacitado e apto a governar. Na grande maioria, eleitores não arriscam seu voto em amadores.

Regra 10: Esteja disponível e ouça as pessoas determinantes para o seu sucesso. Recompense lealdade com lealdade e lute por seus eleitores.

Muitos eleitores reclamam de que, após eleitos, seus representantes não mais se fazem presentes ou disponíveis às demandas dos indivíduos. Com freqüência, têm razão. Muitos têm a tendência de descuidar dos eleitores depois da eleição.
Faça o que não é convencional: seja visível, esteja disponível e ouça às demandas de seu eleitorado durante e depois das eleições. Por não haver muita expectativa dos eleitores de que os representantes estejam presentes na comunidade, você pode encontrar nesta estratégia o seu diferencial
Esteja no local onde as coisas estão acontecendo. Faça parte da vida cotidiana de seus eleitores. Estar visível e ser responsável pode não somente melhorar sua reputação, como também aumentar seus conhecimentos sobre sua área eleitoral. Quanto maior for seu contato com os eleitores, mais você saberá o que realmente importa para eles.
Lembre-se também de que sua lealdade deve sempre ser máxima para com aqueles que o elegeram. É surpreendente que freqüentemente políticos tentam expandir seu eleitorado ao invés de consolidar o que já tem.
Lembre-se da regra simples: “lealdade recompensa lealdade”. Isso vale tanto para os seus eleitores quanto para os seus aliados.

Regra 11: Qualquer plataforma pode ser utilizada para promover seu caso. Mas você precisa ter uma mensagem.

A atenção das pessoas não cai do céu, nem para políticos bem conhecidos. É preciso que se lute por ela. Uma das regras básicas da política é que qualquer plataforma política pode ser utilizada para promover você e sua carreira. Existe, porém, uma pré-condição: você precisar ter uma mensagem. Você precisa ter algo a dizer que seja relevante às pessoas, que o diferencie dos demais concorrentes e que seja apresentado de maneira a soar novo e interessante.

Regra 12: Dinheiro não é tudo. Políticos bem-sucedidos sabem como substituir recursos escassos por outros tipos de recursos.

Existe uma explicação universal que as pessoas usam para justificar o fracasso político: “falta de dinheiro”. A primeira coisa de que jovens políticos e pessoas que querem entrar na política se queixam é da falta de recursos.
É bom ter uma visão realista sobre oportunidades, claro que recursos financeiros abundantes podem facilitar a campanha política, mas simplesmente não é verdade que o candidato mais abonado sempre vence.
É preciso que você demonstre de maneira convincente a seus eleitores que você cuida das necessidades essenciais deles, e que irá cumprir o que promete: Honrar a sua palavra é o primeiro e mais importante passo para se tornar um político bem sucedido.
Talvez não tenha muito dinheiro. Mas, caso tenha boas idéias, uma mensagem convincente e uma estratégia clara, você encontrará aliados políticos facilmente. Lembre-se: existem muitos recursos além de dinheiro. Várias coisas podem ser transformadas em recursos. Você somente tem que fazer uso delas em favor dos seus objetivos.


Agora depende de você

Como você pode ver, as doze regras são bastante interligadas. Políticos bem sucedidos sabem o que querem e planejam suas campanhas estrategicamente.
Políticos bem-sucedidos não têm medo de ataques vindos de seus oponentes políticos. Eles sabem que precisam de oponentes para ganhar perfil e credibilidade.
Políticos bem-sucedidos estão cientes do que os seus eleitores querem.
A aplicação dessas doze regras pode não ser garantia de sucesso em todos os casos, mas ignorá-las é uma receita certa para o fracasso.

O Livro na integra se encontra no site do Instituto Friedrich Naumann Foundation, que é um instituto está envolvido com consultoria política no mundo todo, inclusive no Brasil.


http://www.ffn-brasil.org.br/novo/?secao=Publicacoes&tipo=1

Seu tempo é limitado, então não percam tempo vivendo a vida de outro


''Seu tempo é limitado, então não percam tempo vivendo a vida de outro. Não sejam aprisionados pelo dogma – que é viver com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixe o barulho da opinião dos outros abafar sua voz interior. E mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário.''


Steve Jobs

"Aguias não caçam moscas"



Pessoas com personalidade das águias não se prendem a coisas inuteis, não disperdiçam seu tempo com coisas sem proposito...pessoas águia mantem o foco, definem objetivos e partem para o ataque....a águia nunca volta do voo razante sem ter pego o seu objetivo, porque são sabias, pacientes e esperam a hora certa.


O Profº Gretz define as 20 atitudes das pessoas águia:

META – Saber exatamente o que deseja alcançar.

ESTRATÉGIA – Definir a forma de atingir os objetivos.

VISÃO DE LONGO ALCANCE – Enxergar de longe o objetivo e os obstáculos.

FOCO – Escolher exatamente um alvo.

PLANEJAMENTO – Planejar o modo de chegar ao seu objetivo.

PREPARAÇÃO – Antecipar todas as informações e providências de modo a estar apto para a ação.

CONCENTRAÇÃO – Não se dispersar no momento de agir.

PACIÊNCIA – Aguardar a hora certa.

SENSO DE OPORTUNIDADE – Perceber o momento exato de agir.

AGILIDADE – Agir com desembaraço, leveza e vivacidade.

VELOCIDADE – Movimentar-se com rapidez.

PREPARO FÍSICO – Manter-se em boa forma.

FORÇA – Manter os músculos com energia para enfrentar os momentos decisivos.

TÉCNICA – Ter capacidade de atingir o objetivo com precisão.

CONFIANÇA – Acreditar totalmente em sua capacidade.

DETERMINAÇÃO – Tentar de novo, caso a investida não dê certo.

FATOR SURPRESA – Surpreender o alvo.

OUSADIA – Aventurar-se, inovando rumos e atitudes, sem medo de se expor.

SEGURANÇA – Cuidar das condições necessárias para viver e trabalhar de forma segura.

RESPONSABILIDADE – Honrar seus compromissos.

OBS: este foi o post mais lido do meu blog, vale a pena postar novamente

http://www.gretz.com.br/nv_palestra.htm

O caminho do coração é o caminho da coragem


A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.



Osho

A íngreme montanha de minha existência

Quero subir a íngreme montanha de minha existência, como se buscasse o acaso, algo que não me foi desvendado até hoje ... Olhar lá de cima a planície de minha vida, e ir onde meu coração bate mais forte!...





Decifrando pessoas


Acho que o meu maior hobby é observar: observar as pessoas, as situações, os pensamentos não ditos mas que ficam claros nas atitudes.
Decifrar pessoas exige observação continua: "algumas pessoas podem ate me confundir por um tempo, mas jamais conseguirão me enganar o tempo todo".
Através de um olho apurado é possivel identificar pistas que podem levar à verdade por trás das atitudes e dos gestos das pessoas. "até os melhores atores, em algum momento da vida precisam parar de atuar" e é nesse momento que a verdade é revelada e o carater exposto à quem quiser enxergar.....Enfim: pessoas são faceis de decifrar.


Antiga Benção Celta


Que o caminho venha ao teu encontro.
Que o vento sempre sopre às tuas costas
e a chuva caia suave sobre teus campos.
E até que voltemos a nos encontrar,
que Deus te sustente suavemente na palma de sua mão.
Que vivas todo o tempo que quiseres
e que sempre possas viver plenamente.
Lembra sempre de esquecer as coisas que te entristeceram,
porém nunca esqueças de lembrar aquelas que te alegraram.
Lembra sempre de esquecer os amigos que se revelaram falsos,
porém nunca esqueças de lembrar aqueles que permaneceram fiéis
Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram,
porém nunca esqueças de lembrar as bênçãos de cada dia.
Que o dia mais triste de teu futuro
não seja pior que o dia mais feliz de teu passado.
Que o teto nunca caia sobre ti
e que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.
Que sempre tenhas palavras cálidas em um anoitecer frio,
uma lua cheia em uma noite escura,
e que o caminho sempre se abra à tua porta
Que vivas cem anos, com um ano extra para arrepender-te.
Que o Senhor te guarde em sua mão, e não aperte muito seus dedos.
Que teus vizinhos te respeitem, os problemas te abandonem,
os anjos te protejam, e o céu te acolha.
E que a sorte das colinas Celtas te abrace.
Que as bênçãos contemplem.
Que teus bolsos estejam pesados e teu coração leve.
Que a boa sorte te persiga, e a cada dia e
cada noite tenhas muros contra o vento,
um teto para a chuva, bebidas junto ao fogo,
risadas que consolem aqueles a quem amas,
e que teu coração se preencha com tudo o que desejas.
Que Deus esteja contigo e te abençoe,
que vejas os filhos de teus filhos,
que o infortúnio te seja breve e te deixe rico de bênçãos.
Que não conheças nada além da felicidade, deste dia em diante.

"E que assim seja: de acordo com o merecimento de cada um"

De Férias - Trabalho dobrado

"De férias e me dedicando ao que realmente importa neste momento"
...Viver com sabedoria é criar o ambiente favorável para que os objetivos aconteçam...

Muitos livros pra acabar de ler e uma constação de que a implantação da "New Public Management" no Brasil não é tão simples assim como a principio imaginava. o primeiro passo é criar um funcionalismo publico preparado para um novo modelo de gestão: "Há a necessidade de criar nova capacidade administrativa - um funcionalismo público com qualificações diferentes, tendo como suporte a nova tecnologia de informação e novos processos gerenciais. Administrar um sistema baseado em contratos por desempenho é muito diferente de administrar um sistema tradicional baseado na autoridade. (KETTL, 1999)

"Os paises que mais precisam da reforma administrativa são so menos preparados para implantá-la - Para que as reformas sejam efetivas é preciso construir a capacidade para administrá-las"

Leituras Interessantes


Lendo uma pilha de livros para o meu Trabalho de Conclusão “A Nova Gestão Publica”, achei que iria causar impacto na banca de examinadores se colocasse no texto algumas citações polemicas. E o que politicamente falando, seria mais impactante do que “Maquiavel”...lendo novamente os capítulos, não posso deixar de citar o quanto um texto escrito a cinco séculos continua tão atual e tão esclarecedor da alma humana, e porque não dizer da Arte da Administração e da Estratégia como um todo.

Considerado como o pai da política moderna , o fundador da ciência política, Maquiavel expõem em seu “príncipe” conceitos que a principio se revelam chocantes. É necessário despir-se do preconceito para entendê-lo.

OBS: Ao usar o termo “Príncipe”, Maquiavel se refere a qualquer governante. Diria que nos tempos atuais se refere a qualquer liderança, gestor ou administrador, seja ele publico ou não.

E por se falar em atualidade, abaixo segue o capitulo XXII, um dos meus preferidos e precioso conselho:



Capítulo XXII. Dos ministros que os príncipes têm junto de si.

Não é de pouca importância para um príncipe a escolha dos ministros, os quais são bons ou não, segundo a prudência daquele.

E a primeira suposição que se faz da inteligência de um senhor, resulta da observação dos homens que o cercam; quando são capazes e fiéis, sempre se pode considerá-lo sábio, porque soube reconhecê-los competentes e sabe mante-los fiéis. Mas, quando não são assim, sempre se pode fazer mau juízo do príncipe, porque o primeiro erro por ele cometido reside nessa escolha.

E porque há três tipos de inteligências:

• Uma que entende as coisas por si,

• A outra que discerne o que os outros entendem

• E a terceira que não entende nem por si nem por intermédio dos outros

Mas, para que um príncipe possa conhecer o ministro, existe um método que não falha. Quando vires o ministro pensar mais em si do que em ti, e que em todas as ações procura o seu interesse próprio, podes concluir que este jamais será um bom ministro e nele nunca poderás confiar.

Quando, pois, entre os ministros e o príncipe: podem confiar um no outro. Quando não for assim, o fim será sempre danoso ou para um ou para o outro.

“O Principe” Niccollo Machiavelli, PG.111 e 112