A NOVA GESTÃO PÚBLICA: DESAFIOS E PESPECTIVAS



INTRODUÇÃO:


Este trabalho tem a administração pública como objeto de estudo e conhecimento, na primeira parte destaca-se as teorias que fizeram parte da evolução administrativa, e no segundo momento destaca-se as idéias presentes na nova gestão pública, tais como a responsabilização, a eficiência e a gestão orientada a resultados.
A gestão publica brasileira vive um momento de transição e ajustamento as exigências, tanto das leis de responsabilidade político-administrativa, quanto aos desejos dos cidadãos por uma administração mais comprometida com a sua real natureza, que é o bem estar comum.
As reformas da administração pública, segundo Pereira (1999) envolvem aspectos econômicos e administrativo e tem por objetivo aumentar a capacidade de governar e transformar políticas publicas em realidade.


FORMULAÇÃO DO PROBLEMA


Melhorar a eficiência dos serviços públicos tem sido um grande desafio, diante desta questão, quais os novos modelos de gestão que atendam de forma satisfatória aos anseios do cidadão/usuário, que simultaneamente, promovam a economia dos recursos e atinjam os resultados esperados?


JUSTIFICATIVA


O presente trabalho busca analisar a evolução dos modelos de gestão no setor público e apresentar a importância dos novos modelos administrativos, no intuito de promover a superação do caráter assistencial em favor da condução mais eficiente, eficaz e efetiva dos negócios públicos.
As teorias da Nova Gestão Pública pretendem construir um modelo de administração capaz de torná-lo mais aberto às necessidades dos cidadãos, mais voltado para o interesse público e mais eficiente na coordenação da economia e dos serviços públicos. (Paes de Paula 2011)
Está é uma proposta de reflexão sobre os novos rumos da Gestão Publica brasileira, suas potencialidades e dificuldades.


OBJETIVOS


Analisar sob a luz das recentes discussões as novas demandas da gestão pública


OBJETIVO GERAL:


Analisar os avanços administrativos e as teorias que buscam superar os modelos defasados e incorporar ao setor público técnicas gerenciais e estratégicas.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 


      Analisar a evolução histórica dos modelos administrativos de gestão pública, e como ocorre a transição para o modelo gerencial.
      Caracterizar em bases teóricas os impactos do modelo gerencial, a busca contínua da qualidade, a descentralização e a avaliação dos serviços públicos.
      Descrever os Princípios Constitucionais reguladores da gestão pública contidos no Art. 37 da C.F.: Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
      Definir os conceitos da teoria administrativa dos 4 Es: Eficiência, eficácia, efetividade e economicidade, aplicados a nova gestão.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA


Mesmo antes do estudo formal da administração pública, por volta do século XX, muitos estudiosos já expressavam pontos de vista inovadores sobre a necessidade de reformulação constante do setor público, entre eles Maquiavel:


Os príncipes prudentes não devem tomar cuidado somente com as desordens presentes, mas também com as futuras, e enfrentar aquelas com toda a habilidade , porque, previstas a tempo, podem ser facilmente remediadas, mas esperando que se aproximem, o remédio não chega a tempo, porquanto a doença já se tornou incurável. (MAQUIAVEL, 2011, p 30)


Segundo Maquiavel (2011), não há nada mais difícil de controlar, mais perigoso de conduzir, ou mais incerto de alcançar sucesso, do que a introdução de novos métodos para estabelecer um governo. Isto se dá principalmente pela necessidade da reformulação das leis que ora regem, e parcialmente pela incredulidade dos cidadãos em coisas novas até que se tenha bastante experiência com elas.
Ao estudarmos a evolução histórica dos modelos organizacionais, devemos levar em conta o momento em que vivam os teóricos quando desenvolveram suas teorias, neste sentido, os modelos não significam a forma ideal de organização, mas a representação do momento histórico (DENHARDT, 2012). Portanto, é fundamental entender os modelos Patrimonialista e Burocrático, para que se tenha a compreensão dos sistemas ou modelos administrativos que construíram a evolução da administração pública até o presente momento.
Extrai-se do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (1996) que, no modelo patrimonialista o Estado é entendido como uma extensão do Poder do Soberano, em que os servidores possuem status de nobreza, os cargos são considerados benefícios. A corrupção e o nepotismo são as principais características deste tipo de administração. Conforme (SECCHI, 2009), o patrimonialismo ainda sobrevive por meio das evidencias de nepotismo, gerontocracia, corrupção e nos sistemas de designação de cargos públicos baseados na lealdade política.
O Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, afirma que o modelo de gestão burocrático:


(...) surge na metade do século XIX, na época do Estado liberal, como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista. Constituem princípios orientadores do seu desenvolvimento a profissionalização, a idéia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade, o formalismo, em síntese, o poder racional legal. Os controles administrativos visando evitar a corrupção e o nepotismo são sempre a priori. Parte-se de uma desconfiança prévia nos administradores públicos e nos cidadãos que a eles dirigem demandas. Por isso, são sempre necessários controles rígidos dos processos, como na admissão de pessoal, nas compras e no atendimento a demandas. Por outro lado, o controle – a garantia do poder do Estado – transforma-se na própria razão de ser do funcionário. Em conseqüência, o Estado volta-se para si mesmo, perdendo a noção de sua missão básica, que é servir a sociedade. (BRASIL, 1995, p.11)


O conceito moderno de administração pública é extenso e complexo, mas num sentido amplo, refere-se ao conjunto de setores e serviços designados para exercer as atividades administrativas, a execução das decisões políticas e legislativas com o propósito da gestão de bens e interesses da comunidade nas esferas Federal, Estadual e municipal, visando o bem comum.  As organizações públicas são sistemas complexos, interdependentes e buscam, no exercício de suas atividades, o melhor desempenho, atendendo de maneira efetiva e com qualidade as demandas da população. (MATIAS-PEREIRA, 2010).


Observa-se que os princípios da governança pública não são distintos dos aplicados na governança corporativa. A diferença básica é que na governança pública os gestores têm sob sua responsabilidade bens que pertencem a sociedade e cuja gestão deve ser feita com elevado nível de compromisso, responsabilidade, transparência, ética e senso de justiça. (MATIAS-PEREIRA, 2012, p.8)


O Principal desafio dos governos e da administração pública no mundo contemporâneo é promover o desenvolvimento econômico e social sustentável, num ambiente de mudanças de paradigmas, que estão impactando de maneira profunda a sociedade, em especial nas áreas econômicas, sociais, ambientais, culturais e tecnológicas. (MATIAS-PEREIRA, 2010). Este desafio impõe aos governos e às administrações públicas a necessidade de repensar a questão da governança e do modelo de gestão pública, ao mesmo tempo em que exige mecanismos inovadores de relacionamento com a sociedade.
Segundo (KETTL apud PEREIRA, SPINK, 1999) “A idéia de reformar o setor governamental não é nova. De fato, se há algo mais antigo que a própria idéia de governo é a idéia de aprimorá-lo”.


Isso significa que nós temos que preparar a nossa administração para a superação dos modelos burocráticos do passado, de forma a incorporar técnicas gerenciais que introduzam na cultura do trabalho publico as noções indispensáveis de qualidade, produtividade, resultados, responsabilidade dos funcionários, entre outras. (PEREIRA, 1999, p.17)


Conforme preceitua Pereira (2010), a Nova Gestão Publica é fundamentada principalmente na qualidade dos serviços públicos, alcançados através de um processo de descentralização do poder público e uma rígida avaliação dos resultados, onde o cidadão deixa de ser mero usuário dos serviços públicos e passa ao status de cliente. Para Paes de Paula (2011) essas transformações na cultura gerencial ocorreram durante a década de 80, com a proliferação das escolas de governo e a disseminação das culturas gerenciais, tais como, a reengenharia, a administração da qualidade total e a gestão pública participativa, entre outras.
Denhardt (2012) afirma que o campo de estudos da administração pública passa por momentos de transição, o chamado “New Public Management”, que no Brasil ficou conhecido como “nova gestão pública” ou administração pública gerencial.
O ciclo de reformas e a estruturação de uma nova forma de governo teve inicio com a promulgação da Constituição Federal de 1988, que deu respaldo jurídico para a concretização de mudanças que se faziam imprescindíveis para a modernização da máquina administrativa do Estado brasileiro e sua reforma administrativa.
Segundo o art. 37 da Constituição Federal: “a administração pública direta e indireta de qualquer do Poderes da União obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.” Estes são os cinco princípios básicos explícitos na Constituição. Ainda de acordo com o decreto-lei 200/1967: “as atividades da Administração obedecerão aos seguintes princípios fundamentais: Planejamento, Coordenação, Descentralização, Delegação de Competências e Controle.
A partir de 1995, com o Governo Fernando Henrique, é criado um dos principais instrumentos para a nova gestão, o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, elaborado pelo Ministério da Administração Federal e coordenada pelas idéias de Luiz Carlos Bresser-Pereira, que aponta a administração gerencial como solução para os problemas da gestão burocrática:


Reformar o Estado significa melhorar não penas a organização e o pessoal, mas também suas finanças e todo seu sistema institucional legal, de forma a permitir que o mesmo tenha uma relação harmoniosa e positiva com a sociedade civil.
A Reforma do Estado permitirá que seu núcleo estratégico tome decisões mais corretas e efetivas, e que seus serviços – tanto os exclusivos, que funcionam diretamente sob seu comando, quanto os competitivos, que estarão apenas indiretamente subordinados na medida que se transformem em organizações públicas não-estatais – operem muito mais eficientemente.
Reformar o Aparelho do Estado significa garantir maior governança, ou seja, maior capacidade de governar, maior condição de implementar as leis e políticas públicas. Significa tornar muito mais eficientes as atividades exclusivas do Estado, através da transformação das autarquias em “agencias autônomas”, e tornar também muito mais eficientes os serviços sociais competitivos ao transformá-los em organizações públicas não-estatais de um tipo especial: as “organizações sociais”. (BRASIL, 1995)


A necessidade de mudança, afirma Bresser Pereira (1999), deve se ao fato de que os cidadãos estão se tornando cada vez mais conscientes de que a administração pública burocrática não corresponde às demandas da sociedade civil. Os cidadãos exigem do Estado e de seus respectivos políticos muito mais do que estes podem oferecer, e neste caso, a função de uma administração pública eficiente passa a ter valor estratégico.
Luiz Carlos Bresser-Pereira foi o protagonista mais ativo na implementação da nova administração pública no Brasil, professor e pesquisador na Escola de Administração da Fundação Getulio Vargas desde 1959, ocupou cargo de secretário do governo Franco Montoro, em 1987 tornou-se ministro dos Negócios da Fazenda do governo Sarney, em 1988 esteve entre os fundadores do PSDB e em 1994, foi nomeado ministro da Administração Federal e da Reforma do Estado do governo Fernando Henrique, em 1998 tornou-se ministro da Ciência e Tecnologia, posto que permaneceu até 1999, quando reassumiu suas atividades docentes e acadêmicas na FGV (São Paulo). Tem vasta produção acadêmica, entre livros e artigos que abordam a necessidade da reformulação da gestão pública brasileira, e é o principal autor pesquisado para este trabalho.

METODOLOGIA DE PESQUISA


Trata-se de uma revisão bibliográfica das principais correntes que enfocam as mudanças na Administração Pública contemporânea e se dará através de livros, revistas, sites, artigos e teses sobre o tema.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



BRASIL. Constituição da Republica Federativa do Brasil. Brasília, Senado Federal.
BRASIL. Plano Diretor da Reforma Administrativa do Aparelho do Estado. Brasília: MARE, 1995.
BRESSER PEREIRA,Luiz Carlos: SPINK, Peter (Orgs.) Reforma do Estado e Administração Publica Gerencial. Rio de Janeiro: FGV Editora, 1999.
DENHARDT, Robert B. Teorias da Administração Pública. São Paulo: Cengage Learning, 2012.
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Tradução de Dominique Makins a partir da edição inglesa de W.K.Marriot – São Paulo: Hunter Books, 2011.
MATIAS-PEREIRA, José.  Curso de Administração Pública: Foco nas Instituições e ações governamentais. São  Paulo: Editora Atlas, 2010.
MATIAS-PEREIRA, José.  Manual de Gestão Pública Contemporânea. São  Paulo: Editora Atlas, 2012.
PAULA, Ana Paula Paes de. Por uma nova gestão pública: limites e potencialidades da experiência contemporânea. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2011. 
PAULA, Ana  Paula Paes de. Administração pública brasileira entre o gerencialismo e a gestão social. Rev. adm. empres. [online]. 2005, vol.45, n.1
SECCHI, Leonardo. Modelos organizacionais e reformas da administração pública. Rev. Adm. Pública,  Rio de Janeiro ,  v. 43, n. 2, abr.  2009.




ESTRUTURA DO TRABALHO DE CONCLUSÃO


1 - Introdução
2 - Conceito de gestão pública
2.2 - Evolução Histórica dos modelos organizacionais
2.2.1 - Modelo patrimonial
2.2.2 - Modelo Burocrático
2.2.3 - Modelo Gerencial
2.3 - Princípios Constitucionais reguladores da administração publica (Art 37 da C.F.)
2.3.1 - Princípios Básicos
a) Legalidade
b) Impessoalidade
c) Moralidade
d) Publicidade
e) Eficiência
2.3.2 - Princípios Fundamentais (decreto-lei 200/1967)
a) Planejamento
b) Coordenação
c) Descentralização
d) Delegação de competência
e) Controle.
2.4 – A edificação da Nova Gestão Pública.
2.4.1 – Bases teóricas da Reforma do Estado.
2.4.2 – Teoria administrativa dos 4 E’s: Eficiência, eficácia, efetividade, economicidade.
2.4.3 – Accountability, governança e governabilidade.
3 – Considerações finais

Inteligencia emocional para lidar com pessoas dificeis

Encontrei esse texto em um blog sobre gestão publica e achei incrivelmente claro quanto essas duas classes de pessoas. Nos tempos atuais e cada vez mais, temos esbarrado com esse tipo de gente pela vida, pessoas que se acham bem mais do que realmente são, pessoas que ao estar em uma determinada posição acreditam que são: SER e ESTAR são posições bem diferentes.
 É preciso ter postura seria e comprometida, seja no trabalho, seja na vida diária. Uma carreira, um nome, enfim, uma vida se constrói ao longo de muito esforço, é preciso assumir o risco de ser ter personalidade. Não se engane, atingir a um objetivo exige muita determinação, e no caminho você vai encontrar muitas pessoas com personalidades desagradáveis, é preciso inteligência emocional para saber lidar com elas.

Hipócritas e imbecis - Um texto de Alipio Reis Firmo Filho

O hipócrita é um dissimulador de situações. Prefere ficar com a casca. Atira no lixo o conteúdo. Vive e sobrevive do engodo, do embuste, da enganação. Os hipócritas desejam aparentar o que não são. Tentam transformar em realidade o que não passa de sonho, ilusão e utopia. No fundo, são frustrados, limitados e ignorantes. Normalmente, têm uma boa oratória e eloquência. Mas as usam apenas para chamar a atenção dos que estão ao seu redor. Do contrário, passariam despercebidos. São pródigos em fazerem exigências mas infames em cumpri-las. Enfim, carregam sobre os ombros dois pesos e duas medidas: uma para si (a mais leve, óbvio!) E outra para enfiar goela abaixo dos seus semelhantes (a mais pesada!).
Já o imbecil é alguém que possui uma idade mental muito, mas muito abaixo de sua idade cronológica. Não enxergam um palmo adiante do nariz. Não desconfiam sequer de sua sombra. Os imbecis são presas fáceis para seus algozes. Em geral, contentam-se com sorrisos, elogios e tapinhas nas contas. Não percebem que seu maior aliado está logo ali na esquina a sua espreita. Apenas aguardando o momento certo para dar o bote. Os imbecis acham que têm o controle de tudo e de todos. No fundo, eles próprios receberão a paga de suas ações.
Hipócritas e imbecis são personalidades, aparentemente, incompatíveis entre si. À luz da razão, seria impossível ambas dividirem o mesmo espaço. Mas não se engane! Por mais incrível que possa parecer, há pessoas que reúnem essas duas qualidades em si mesmas! São, ao mesmo tempo, hipócritas e imbecis. Tais pessoas têm certeza de sua destreza e habilidade. Ignoram, todavia, que precisamente nessa certeza reside sua imbecilidade.        

Quando na sua trajetoria de vida encontrar pessoas assim, respire fundo, conte até 10 e não permita que nada abale a sua paz de espírito, que nada tire o foco dos seus objetivos.

"A paisagem é um estado de alma, não vemos o que vemos...vemos o que somos"

José Saramago

Como fazer amigos e influenciar pessoas

Esse livro é muito interessante, não só para administradores que precisam lidar com diversos tipos de pessoas, que precisam desenvolver a arte da liderança, mas sua teoria pode ser aplicada a qualquer pessoas que queira melhorar o relacionamento interpessoal.
Eu estou amando, baixei em E-Book e ouço pelo menos 10 minutos todas as noites antes de pegar no sono, momento que eu acho mais oportuno para fixar no cerebro ideias e pensamentos.

Resumo

O livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” foi lançado em 1937 pelo escritor americano Dale Carnegie, palestrante especialista em relacionamentos pessoais. A primeira vista, o livro não chama muita atenção, pois consta como “Auto-Ajuda” e sua capa não é muito atraente. No entanto, muitos citam o livro como leitura obrigatória para a vida pessoal e profissional.
O livro realmente tem um ar “ultrapassado”, não somente pela parte gráfica, mas também por várias partes que usam um linguajar da época e referências a empresas e pessoas que eram importantes no momento. Para o leitor, é importante não criar uma resistência nesta situação, já que o conteúdo é completamente aplicável no dia a dia.
A maior parte das sugestões de Carnegie são óbvias. No entanto, é exatamente no óbvio que costumamos pecar. Passando por tudo o que o autor recomenda, certamente você verá que não pratica vários princípios de relacionamento pessoal.
Importante também é não somente entender os conceitos, mas usá-los em seu dia a dia. Cada ponto tem aplicação direta em todos seus relacionamentos pessoais e profissionais, e a prática levará à facilidade no trato com as pessoas e abertura de oportunidades.
Segue a lista de sugestões de Carnegie, lembrando que isto de forma alguma substitui a leitura do livro. A verdadeira compreensão dos conceitos somente será obtida com as explicações detalhadas e diversos exemplos publicados.

Técnicas para Lidar com as Pessoas
  • Não critique, não condene, não se queixe
  • Aprecie honesta e sinceramente
  • Desperte um forte desejo na outra pessoa
Seis Maneiras de Fazer As Pessoas Gostarem de Você
  • Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa
  • Sorria
  • Lembre-se que o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e importante que existe em qualquer idioma
  • Seja um bom ouvinte.  Incentive as pessoas a falarem sobre elas mesmas
  • Fale de coisas que interessem à outra pessoa
  • Faça a outra pessoa sentir-se importante e faça-o com sinceridade
Como Conquistar as Pessoas a Pensarem de seu Modo
  • A única maneira de ganhar uma discussão é evitando-a
  • Respeite a opinião dos outros, nunca diga: “Você está enganado”
  • Se estiver errado, reconheça o seu erro rápida e enfaticamente
  • Comece de maneira amigável
  • Consiga que a outra pessoa diga “sim, sim” imediatamente
  • Deixe a outra pessoa falar durante boa parte da conversa
  • Deixe que a outra pessoa sinta que idéia é dela
  • Procure honestamente ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa
  • Seja receptivo às idéias e desejos da outra pessoa
  • Apele para os mais nobres motivos
  • Dramatize as suas idéias
  • Lance, com tato, um desafio
Princípios de Liderança
  • Comece com um elogio ou uma apreciação sincera
  • Chame a atenção para os erros das pessoas de maneira indireta
  • Fale sobre os seus erros antes de criticar os das outras pessoas
  • Faça perguntas ao invés de dar ordens diretas
  • Permita que a pessoa salve o seu próprio prestígio
  • Elogie o menor progresso e elogie todo o progresso. Seja sincero na sua apreciação e pródigo no seu elogio
  • Proporcione à outra pessoa uma boa reputação para ela zelar
 

 

15 regras para ganhar o respeito e se tornar um líder influente

Para liderar, é preciso conquistar o respeito daqueles que o cercam. Uma vez respeitado, suas opiniões serão levadas em consideração mais facilmente e suas ideias atingirão o sucesso de forma mais rápida, porque os outros estarão dispostos a ajudá-lo.


15 regras para ganhar o respeito e se tornar um líder influente:

1. Encontre o seu estilo e inspire. O auto-conhecimento é uma das coisas mais importantes que você pode fazer como líder. Saber o estilo que você usa para liderar, o ajudará a usá-lo de forma melhor.

2. Demonstre integridade. A falta de integridade pode arruinar o respeito que você conseguiu conquistar junto aos seus funcionários e colaboradores. Mas lembre-se que integridade não é apenas evitar escolhas antiéticas, mas intencionalmente moldar uma cultura de valores e serviços ao seu redor.

3. Termine seu trabalho de casa. Quanto mais você souber sobre algo, mais preparado você está para conquistar essa coisa. Líderes se informam e se mantém informados.

4. Invista em si mesmo. Líderes investem em aprendizado e em experiência. Quanto mais você souber, mais e melhor você poderá ajudar.

5. Gerencie sua marca. A percepção de sua marca pelo público é importante, por isso, um bom líder constantemente procura por um feedback para garantir que sua empresa não está sendo percebida negativamente.

6. Concentre-se no futuro. O trabalho do líder é focar no futuro em benefício dos constituintes. Estabeleça uma visão e mantenha-se no caminho para conquistar sua meta. Resista à tentação de passar muito tempo resolvendo problemas do dia-a-dia se eles estão lhe custando o progresso da sua ideia.

7. Entenda melhor as pessoas. Conheça sua equipe e crie uma cultura na qual as pessoas se sintam apoiadas pessoalmente, e não apenas profissionalmente.

8. Posicione as pessoas profissionalmente. Ao conhecer seus funcionários, você será capaz de colocá-los nas funções mais adequadas às suas habilidades, o que lhes permitirão maior crescimento profissional e sucesso.

9. Elogie. Se alguém faz um bom trabalho, garanta que ela saiba disso. Não importa a forma, seja por e-mail ou uma remuneração extra, se você pode assegurá-los que fez um ótimo trabalho, o faça.

10. Treine e defenda. Se você quer que as pessoas que você lidera o respeitem, deixe-os sabendo que você está ao lado deles. Defenda-os, ajude-os e isso influenciará em seu favor.

11. Construa parcerias. É impossível fazer tudo com maestria, por isso, se cerque de pessoas que possuam as qualidades que lhe faltam.

12. Pergunte antes de falar. Líderes ouvem. Não assuma que você já sabe a resposta para uma pergunta que você nem mesmo fez. Seja cético.

13. Antecipe e otimize. Sempre pense a frente. Se pergunte sobre o mercado, possibilidades de erros e se há algo a mais que você pode fazer. Tudo isso ajudará a criar melhores planos para o futuro.

14. Assuma riscos. Sem riscos, sem recompensas. Simples assim.

15. Espere grandeza. Nunca se acomode, pois líderes são persistentes até encontrarem a perfeição. Os seus melhores dias podem estar logo a frente e para isso é preciso trabalhar duro.

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VIVENDO UM ANO SABATICO



O termo é de origem judaica e significa “dia do descanso”. Além do sétimo dia da semana, reservado para o descanso, a cada ciclo de sete anos os judeus ficavam um ano inteiro sem trabalhar. Esse ano sabático servia para que a terra pudesse descansar depois de seis anos de colheita ininterrupta. Todo mundo estava liberado das responsabilidades durante este ano e poderia se dedicar a coisas pessoais.
O costume de aplicar essa tradição religiosa para melhorar a produtividade das pessoas surgiu nas universidades americanas no século 19, onde a licença sabática era concedida com o propósito de garantir ao professor o afastamento de suas atividades pelo tempo necessário para uma reciclagem profissional.
A sociedade incorporou esse termo e hoje é até comum que profissionais tirem um ano (ou mais, ou menos) para executar projetos pessoais, se distanciar da rotina e repensar vidas e carreiras. Nem todo mundo quer isso. Nem todo mundo sabe que precisa disso.
 
Claro que o meu ano sabático não foi uma decisão, ele foi mais uma dessas encruzilhadas que o destino coloca em nosso caminho, talvez, por escolha própria eu nunca tivesse conseguido desligar, mas foi necessário, é uma dessas coisas que a gente só entende o significado algum tempo depois.
Desde de os 28 anos eu estava vivendo no piloto automático: nesta época eu tinha comprado uma escolinha de informática e fiquei trabalhando das 8 ás 21 hs ininterruptamente por quase 3 anos, durante este mesmo período engravidei da minha ultima filha, trabalhei os 9 meses sem descanso, 15 dias após o parto eu já estava de volta, não amamentei, não vivi os primeiros anos, não fui presente quando ela foi para a pré escola. Minha filha era bem pequena ainda quando entrei para a faculdade, e ao mesmo tempo comecei um novo trabalho como funcionária pública, vocês podem imaginar como é faculdade depois dos 30, e a minha vida continuou sendo apenas trabalho e estudo das 8 as 23hs, muitas vezes sem pausa para o almoço. Sem perceber tudo foi ficando em segundo plano: os filhos, o casamento e eu mesma. Foram 10 anos nesse ritmo e hoje, após um bom tempo de descanso, posso ver quanto tempo eu perdi por não saber administrar meu próprio tempo.
O ano sabatico é necessário para a sanidade mental de todo profissional; parar um pouco, desligar, fazer coisas que normalmente nunca se tem tempo fazem com que a criatividade volte, é como recarregar as baterias para voltar renovado ao ritmo de trabalho. e as novas batalhas que todos temos que enfrentar depois de uma pausa.
No inicio não é fácil, é como se a correria já fizesse parte do seu ser, mas aos poucos a gente acostuma com outro ritmo. Eu não fui viajar como muitos profissionais com grana fazem no seu ano de descanso, eu aproveitei para dedicar tempo as coisas que me fazem bem: ficar com a minha filha, curtir o meu lar, ler muito, muitos livros e sobre tudo, fotografar, fazer um orquidatário...e isso é maravilhoso, quem poderá dizer que também não é uma viagem....é sim, é uma viagem interior. E pode confiar que a volta será cheia de certezas, a pausa é necessária para avaliar tudo o que se quer de verdade.

“Eu não quero cargos, nem posições, nem reconhecimento, nem gratidão; não desejo justiça, não pretendo ser visto pelos homens como alguém especial, meu único desejo é o domínio de mim mesma, sem nenhuma esperança ou expectativa de alcançá-la. Não dependo de nada e nem de ninguém para realizar este domínio pessoal, antes toda a adversidade é minha bênção e meu presente. Neste sentido este mundo é perfeito tal como é.”(F. A.)




Filosofando e entendendo "O Mundo de Sofia"

Faz um bom tempo que eu estou lendo esse livro, leio com calma, com paciência, porque a filosofia é isso. Eu sou meio preguiçosa quando o livro é grande, então já dei uma olhadinha no filme, mas não gostei e voltei para o livro mesmo...neste meio tempo até adotei uma gatinha que pra variar se chama Sofia, geniosa e curiosa tal qual a do livro. Acho que vou demorar muito ainda a terminá-lo, mas é assim mesmo que eu gosto: bons livros tenho até um aperto no peito em finalizar, então vou assim, lendo um pouquinho de cada vez, fazendo parte da historia e incorporando o que é bom. 

...A unica coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filosofos é a capacidade de nos admirarmos com as coisas...

  O livro intitulado O Mundo de Sofia é um romance envolvente que, de forma natural e didática, introduz a História da Filosofia dando rápidas pinceladas sobre o seu desenrolar no Ocidente. Levanta as principais questões estudadas pelos pensadores de todos os tempos, vivo exemplo da inquietude humana e da instintiva busca por referenciais de conduta: Deus, o Universo, o Homem, a Sociedade e a História.
Sofia Amudsen, personagem central de O Mundo de Sofia, é uma jovem estudante que vê a sua vida mudar completamente por conta de cartas anônimas com as mais diversas questões existenciais: Quem é você? De onde você vem? Como começou o mundo? Ao escrever de forma nada erudita, com narrativas em estilo romancista, o escritor Jostein Gaarder nos conduz ao fantástico mundo da história da filosofia e o que se apresentava antes como intangível e misterioso se revela diante de nossos olhos como fascinante e indispensável: a filosofia.
O autor mostra que, no início, era necessário a utilização do pensamento mitológico para que as pessoas pudessem compreender os processos naturais a sua volta e, ainda hoje, podemos observar características desse pensamento, como, por exemplo, algumas superstições.
Logo após a vitória de Atenas, apareceram os chamados filósofos da natureza que começaram refletir o mundo. São também conhecidos como pré-socráticos, e seu principal pensador foi Demócrito, com a sua teoria do átomo.
Após o desenvolvimento de tais teorias sobre a natureza do mundo, começaram a aparecer filósofos que se concentraram em descobrir a natureza do homem, sua relação com o mundo e a melhor forma de bem viver com este e consigo próprio, dando origem ao pensamento ético e moral baseado na razão, primórdio para uma feliz e reta vida.
O primeiro grande filósofo grego, mundialmente reconhecido foi Sócrates. Sócrates preocupou-se em descobrir e depois ensinar as pessoas que o verdadeiro conhecimento vem de dentro e só este pode lhe fornecer o discernimento necessário para a vida, sendo este só possível através do emprego da maior faculdade do Homem: sua razão. Platão foi o responsável pelo registro do pensamento socrático, realizado através de seus diálogos, preservando a retórica na escrita. Suas principais preocupações giravam em torno daquilo que seria eterno e imutável, a origem de todas as coisas que vemos e como podemos defini-las quando as observamos. Da academia de Platão surgiu o terceiro e último grande filósofo da Antigüidade: Aristóteles. Grande cientista, pesquisador de várias áreas do saber, não só o da filosofia, foi um dos fundadores da pesquisa empírica e da noção de classificação natural de espécie, sendo seus moldes a base do desenvolvimento e separação das ciências como as conhecemos ainda hoje.
Já na época de Aristóteles o império grego começara a se desfazer ante o avanço do império macedônio de Alexandre Magno. Filosoficamente, várias ramificações do pensamento socrático e platônico ocuparam seu devido espaço na procura de uma concepção humana de vida.
Havia, já no período do Império Romano, que sucedeu o macedônio, dois círculos culturais distintos, o indo-europeu e o semita. Nesta situação de encontro entre tais correntes aparece aquele que foi profetizado pelo povo israelita, o filho de Deus, Jesus de Nazaré. Por sua filosofia também foi morto, como Sócrates. Após sua morte e notícias de sua ressurreição, o apóstolo Paulo disseminou sua filosofia e as revelações bíblicas, formando, em pouco tempo, comunidades cristãs por toda a Europa.
Nesse período histórico conturbado e evolutivamente estagnado a Igreja Católica firmou seu poderio moral-ético-religioso. Desta doutrina, portanto, surgiram os principais filósofos da Idade Média. Esta filosofia católica foi uma forma de unir a base indo-européia grega, de Platão e Aristóteles, a teologia do Velho e Novo Testamento. O primeiro a conseguir eficiência em sua tarefa foi Santo Agostinho. Este monge procurou conciliar a teologia cristã ao neoplatonismo. Outro importante filósofo foi Tomás de Aquino, responsável pela conciliação das teorias de Aristóteles com os ensinamentos e cultura bíblicas.
O Renascimento foi a realização de uma retomada do humanismo grego, sendo, entretanto, uma de suas principais características o individualismo. Isso ocorreu devido a mudança da concepção da natureza da vida humana e a própria visão deste do mundo e de si mesmo: começou-se a medir o mundo através dos conhecimentos e da experiência real do ser.
A partir desta nova visão de mundo, pouco tempo depois surgiram teorias e formas de se viver opostas irreconciliáveis. O século XVII é conhecido como período Barroco, pois as formas não são mais suaves, e sim, opulentas e agressivas, cheias de contrastes, o que exteriorizava as tensões do consciente mundial da época.
Em virtude destes acontecimentos nasce René Descartes, responsável pela reunião do pensamento contemporâneo num único e coerente sistema filosófico. Dentre as várias teorias desenvolvidas deve-se destacar além de Descartes, Spinoza, segundo o qual "...Deus não é um manipulador de fantoches...".
O otimismo cultural era reinante nesta época, pois todos acreditavam que seria uma questão de tempo para que a irracionalidade não mais desempenha-se uma força tão vital em relação ao Homem, ao mesmo tempo que buscavam uma religião natural − esta religião estaria em contato com a estrutura natural do ser.
A última grande época de desenvolvimento humano, que veio logo após o Iluminismo, foi o Romantismo, já que depois apareceram novas teorias e concepções de mundo em campos distintos do conhecimento: Marx na economia, Darwin na biologia, Freud na psicologia.
Dentre os filósofos românticos o de maior destaque foi Hegel. Contribui para a concepção de que existem verdades maiores que a razão humana e a filosofia, portanto, não poderia ser desvinculada da época a qual se desenvolveu, tendo então, todo pensamento, um contexto histórico. Desenvolveu a teoria de tese, antítese e síntese, provando sua teoria do dinamismo da razão humana.
No mesmo tempo em que de desenvolvia o pensamento de Marx, crescia na Europa uma corrente científica conhecida com Naturalismo, tendo como seu principal representante a figura de Charles Darwin. Darwin propôs a teoria da Evolução das Espécies.
Por fim, destacamos como última grande teoria mundial a do Big Bang. Através desta, os astrônomos explicam que a atual expansão do universo deveu-se a uma grande explosão ocorrida em seu centro.
Mas, correlacionando-se tais dados com a eterna pergunta "de onde nós viemos?", pode-se fazer um paralelo com as teorias mais antigas, do dia e noite de Brahma no hinduísmo, ou o faça-se a Luz da Bíblia, ou a explosão do centro do Universo, no Big Bang? As idéias humanas giram ciclicamente em torno das mesmas perguntas, mas as respostas, com o passar das eras, são cada vez mais sutis, análogas e abrangentes.
A partir desse breve entendimento sobre a obra "O Mundo de Sofia", espero ter contribuído para que meus leitores interessem-se em ler a obra em toda a sua íntegra. Vale a pena!